O que eu aprendi com a Ansiedade?

October 19, 2017

A ansiedade sempre esteve presente na minha vida. Quem não me conhecia muito bem achava que eu era uma pessoa calma e tranquila. Isso era na verdade como eu queria que as pessoas me vissem e algo que eu estava tentando com todas as minhas forças ser um dia…..(e finalmente esse dia chegou e é por isso que estou compartilhando isso aqui!) Eu tive crises de pânico, acordava a noite com o coração acelerado, achando que ia morrer, sentindo muito medo, a boca secava, unhas ficavam roxas, muito tremor e uma sensação de loucura que achava que precisaria ser internada porque eu não estava suportando tudo aquilo.

 

 

 

 

Entendendo a ansiedade

 

Quem é ansioso sabe bem o que é viver fazendo projeções para o futuro, são muitos pensamentos o tempo todo, muita preocupação,  imaginamos situações que poderiam ou não ocorrer, pensando em todos os “e se..” de determinado acontecimento, querer ver tudo resolvido para ontem e criamos monstros gigantes que nunca se concretizam. Já percebeu?!! Muitas dessas situações imaginárias não se concretizam mas para nós é tão real que sentimos no corpo físico todo o desconforto da angústia e apreensão se manifestando em alterações na respiração que se torna rápida e ofegante, dificuldade de concentração, dificuldade para dormir, sonos leves e pesadelos,  alterações de humor, dificuldade de socializar e se carregamos isso por muito tempo toda essa energia vai se acumulando e uma hora o corpo não aguenta.  

O pobre do nosso organismo foi tão bombardeado com emoções, sentimentos e descargas hormonais que uma hora ele reage querendo fugir. Como resultado sofremos com a síndrome do pânico, depressão ou crise de ansiedade generalizada.

 

Devo dizer que a imaginação de um ansioso é um tanto fértil mas que por falta de conhecimento está usando todo o seu poder de criação para construir situações destrutivas para si mesmo por temer o futuro.

 

Ao buscar o autoconhecimento descobri muito sobre mim e vejo essas características também presente em outras pessoas que sofrem com a ansiedade:

 

  • desejo de controle e dominação de pessoas e situações

  • perfeccionista

  • ótima imaginação e criação de expectativa

  • impaciente

  • medo

  • falta de fé

 

Sim, foi bem difícil admitir que eu sou uma pessoa controladora. Nas minhas sessões de psicoterapia descobri isso bem escrachadamente. Porque além disso, cai a ficha de que eu não estava sendo humilde o suficiente, “quem sou eu” para dizer como os outros e como todas as outras coisas devem acontecer?! Se eu não gosto de ser controlada, porque os outros gostariam?! e dale tapa na cara!

 

Enfim, o ansioso adora saber tudo que vai acontecer e como vai acontecer para não ser pego por nenhum imprevisto pois esse é um grande desafio para ele, lidar com o desconhecido é assustador.

Acabamos despencando todo o controle e dominação nas pessoas próximas, exigindo que façam ou ajam conforme nosso desejo e expectativas para que todas as coisas que imaginamos saiam de acordo com o planejado e não tenhamos que lidar com as frustrações. Essas relações se tornam conturbadas e disseminamos mais ansiedade e angústia pra essas pessoas, principalmente se elas também já tem uma certa tendência a se deixar levar pelas emoções alheias.

 

Quer mais? Daí, me deparei com algo que eu sempre neguei: “imagina, eu, perfeccionista?”

Pois é, sim, mas esse perfeccionismo estava mascarado pois não era fácil de ver, eu gosto por exemplo da casa arrumada, o quarto arrumado, mas não é absurdo porque também faço minha bagunça. Era um perfeccionismo mais interno, meio general, de acabar julgando os meus próprios atos e os atos das outras pessoas, e como consequência me percebi intolerante.

 

Somado a tudo isso vem  impaciência de não conseguir esperar para que toda a história se desenrole (dei muito trabalho para minha família e amigos nesse sentindo), querendo tudo para ontem, e por não viver no presente, sempre me senti muito perdida, buscando mil e uma alternativas e cursos para sanar essa pressa toda de ver tudo resolvido. Adivinha se eu não vivia com problemas de estômago?!

 

E para terminar identifiquei que tudo isso citado acima se resume em apenas uma palavra: MEDO.  Um medo crescente de enfrentar a vida, de olhar pra dentro, medo de perder o controle, medo de não dar conta, medo de não dar certo, medo do que as pessoas falariam, medo de não ser aceita, medo da mudança. E consequentemente, que a minha fé não era tão grande quanto eu pensava.

Querendo reter tudo, acabava sendo muito rígida, perdi a espontaneidade de viver algumas situações com mais leveza e surpresas, porque tudo eu já sabia como queria que acontecesse, que não dava tempo do universo mostrar tudo que ele tinha pra mim e que no fim das contas quando eu permiti vi que o que ele tinha pra mim era mil vezes melhor do que eu havia planejado.

 

Então meus caros, minhas caras, sinto-lhes informar mas encare seus medos quando eles aparecem, parem de fugir porque toda essa redoma que criamos para não ter que lidar com ele só causa sofrimento e uma hora ou outra esses medos reaparecem com outros nomes e formas para serem vividos e superados.

 

Na próxima semana conto pra vocês o lado positivo que descobri de ser Ansiosa e ferramentas que eu usei e ainda uso quando a ansiedade insisti em dar as caras.

 

Boa semana!

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